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Olá, somos professoras de uma escola pública municipal, EM Dr. João Jorge Sabino. Somos jovens entre 30 e 40 anos e gostamos de desafios. Lecionamos nas séries iniciais do ensino fundamental. Casadas, temos filhos e dividimos nossa vida entre a família e a escola.

sexta-feira, 19 de março de 2010

Depoimento sobre a inclusão de uma criança em idade escolar que deu certo.


É possível incluir
Experiências espalhadas pelo Brasil têm demonstrado que é possível alfabetizar crianças com os mais variados tipos de deficiência em classes regulares, junto com outros alunos. O Rádio pela Infância vai contar a história de uma menina que, com a ajuda de professores, dos colegas e da comunidade, têm superado as barreiras do preconceito e da exclusão

Vanessa tem 17 anos e faz a 7ª série no Escola Marciel Pinheiro, em Recife. Desde os 2 anos de idade, a mãe, Dona Belmira, identificou sinais de deficiência na filha, pois ela demorou a falar. Aos 5 anos, com ajuda dos profissionais do projeto Tempo de Crescer foi possível diagnosticar que Vanessa tinha psicose infantil. Apesar disso, a família não teve dúvidas e matriculou a menina em uma escola pública regular, desde a 1ª série.

A deficiência - Crianças com psicose infantil costumam apresentar muita dificuldade de se socializar e de desenvolver a linguagem. Nesse caso, o ambiente escolar foi fundamental para que Vanessa superasse essas limitações. "Enquanto a criança está só no tratamento, a vida dela se resume à doença. Quando ela vai para a escola, passa a interagir e vivenciar novas experiências com outras crianças. É preciso ter consciência do quanto este espaço é importante", explica a coordenadora do projeto Tempo de Crescer, Ana Maria Vasconcelos.

A escola inclusiva - Vanessa sempre estudou junto com os outros alunos de sua idade. Ao contrário do que se imagina, as crianças não rejeitaram o convívio com ela. "Com elas é mais fácil. Entre os professores é que há mais resistência. Muitos argumentam que não se sentem preparados", afirma a diretora da Escola Marciel Pinheiro, Jaidete Pinheiro. Para contornar essa situação, os educadores receberam apoio pedagógico e participaram de cursos, oferecidos pela Secretaria Municipal de Educação de Recife.

O avanço - Durante o tempo em que permaneceu no projeto Tempo de Crescer, Vanessa apresentou grandes avanços. Além do atendimento clínico e psicológico à menina, os profissionais do projeto também desenvolviam um trabalho com a escola, acompanhando o processo de aprendizagem. "A nossa luta é para garantir que a criança tenha direito à escola. Para isso, é preciso avaliar caso a caso, pois não adianta a criança ficar em uma escola regular se ela não for atendida de forma a resolver a sua particularidade", alerta Ana Vasconcelos.

A família e a sociedade - Aos 12 anos, Vanessa saiu do Tempo de Crescer e passou a ser atendida pelo Projeto VIRaSER - Espaço Educativo Terapêutico. Atualmente, ela recebe atendimento clínico uma vez por semana. No início, a estudante participava do grupo de adolescentes com autismo e psicose. Mas seu progresso foi tão surpreendente que hoje ela freqüenta apenas um grupo de adolescentes sem deficiência, no qual são discutidas temáticas mais amplas como sexualidade, violência, drogas e outras questões da atualidade.

A família também foi muito importante para que Vanessa desenvolvesse suas potencialidades. Dona Belmira sempre esteve muito presente, acompanhando de perto toda sua trajetória escolar e participando de reuniões e capacitações.

Vanessa tem amigos, gosta de música e sonha em ser radialista. Aliás, Vanessa adora rádio. Acompanha com assiduidade vários programas e até já conheceu pessoalmente dois radialistas famosos da região.
http://www.andi.org.br/noticias/templates/boletins/template_radiopi.asp?articleid=3507&zoneid=25

É possível trabalhar com todos ao mesmo tempo? Leia um plano de aula que mostra como fazer.

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Prática pedagógicaProdução de textos
Plano de Aula Ensino Fundamental I
A agenda telefônica da turma

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Deficiência múltipla
Flexibilizações: Espaço - Recursos - Conteúdos e Tempo

Objetivos
- Identificar a letra inicial dos nomes dos alunos.
- Utilizar a ordem alfabética para inserção de nomes na agenda telefônica.
- Reconhecer os contextos de uso da agenda telefônica.

Conteúdos
- Ordem alfabética.
- Procedimentos de uso da agenda telefônica.

Ano
Pré-escola e 1º.

Tempo estimado
Quatro aulas.

Material necessário
Vários modelos de agenda de telefone para reconhecimento e uma agenda nova para cada um.

Desenvolvimento
1ª etapa
Numa roda, apresente vários modelos de agenda e converse com as crianças sobre as situações de uso dela. Pergunte sobre as ocasiões em que elas costumam ver os adultos utilizando esse objeto e sugira que citem situações em que precisariam fazer isso, por exemplo, ligar para um colega e convidá-lo para ir à sua casa ou para uma pizzaria. Desafie-as a observar os diferentes aspectos da organização de uma agenda: o tamanho, os espaços reservados para a escrita dos diferentes dados, as letras que a subdividem etc. Questione a necessidade dos nomes e números serem registrados por escrito na agenda. Por que não podemos guardar essas informações de memória? Essas indagações ajudam a compreender que a agenda permite arquivar dados a serem consultados posteriormente. É hora de ouvir o que todos têm a dizer sobre a função das letras que aparecem dividindo as partes desse caderninho. Por que elas sempre aparecem? Por que estão em ordem alfabética? Essa reflexão contribui para pensarem na melhor maneira de organizar os nomes de modo a facilitar a consulta. Por fim, discuta com eles quais informações podem ser registradas na agenda e quais espaços elas devem ocupar. Onde será que devemos escrever o número do telefone? Será que tem um campo para escrever o endereço do amigo?

Flexibilização de espaço
Turmas em que há alunos que não andam devem ficar, preferencialmente, em salas maiores, onde há mais espaço para a locomoção da cadeira de rodas. Organize a classe em grupos, sempre que possível, para que o deslocamento seja facilitado. Na hora de formar a roda, providencie apoio para que a criança se sente no chão, ou organize o círculo com as próprias cadeiras.

2ª etapa
Momento de pensar em como organizar os nomes que farão parte da agenda. Distribua para a classe fichas com os nomes de todos os estudantes e sugira que agrupem aqueles que começam com a mesma letra, respeitando a ordem alfabética. Oriente-os a consultar o alfabeto disponível na parede da sala. O desafio de ler o nome dos colegas possibilita refletir sobre a escrita deles. Crie oportunidades para que analisem detidamente as letras iniciais e finais, identifiquem nomes diferentes que começam ou terminam da mesma forma e antecipem o número de letras necessárias para escrever um determinado nome. Concluída a lista, é necessário fazer a preparação para a etapa de registro na agenda. Atividades necessárias: ler as listas organizadas pela letra inicial para revisá-la e certificar-se de que está correta; localizar as letras nas quais não há nomes para serem escritos; resolver o que fazer para diferenciar na agenda os que têm o mesmo nome; e simular uma situação de uso do caderninho de telefones.

Flexibilização de recursos
Dê letras móveis grandes feitas de EVA para quem apresenta deficiência múltipla. Assim ele poderá enxergá-las com mais facilidade ou senti-las pelo tato

Flexibilização de conteúdos
O aluno pode ter objetivos diferenciados. Enquanto os colegas organizam os nomes pela inicial, ele reconhece, pelo tato, as letras do próprio nome ditas por alguém.

3ª etapa
Escreva no quadro a lista em ordem alfabética feita pela turma. Cada um irá até lá e registrará, ao lado do próprio nome, o número do seu telefone. Oriente-os a copiar na agenda os nomes e telefones dos colegas em ordem alfabética.

Flexibilização de tempo
Sempre que necessário, antecipe o conteúdo na sala de recursos para que ele traga repertório para a aula.

Avaliação
A consulta à agenda passa a ser uma atividade permanente para que os estudantes entrem em contato com os colegas. Além disso, eles podem, ao longo do ano, incluir os dados de novas pessoas e, assim, o uso será ampliado para além do contexto escolar. O trabalho será realmente um sucesso se você planejar várias situações em que a agenda deva ser usada.

Consultoria: Teca Soub
Coordenadora de formação em alfabetização da Prefeitura de São Caetano do Sul, SP

Amanda Rafaela Silva
Professora da EM Coronel Epifânio Mendes Mourão, em São Gonçalo do Pará, MG

Mais notícias sobre inclusão na sala de aula




Formas criativas para estimular a mente de alunos com deficiência
O professor deve entender as dificuldades dos estudantes com limitações de raciocínio e desenvolver formas criativas para auxiliá-los
CONCENTRAÇÃO Enquanto a turma lê fábulas, Moisés faz desenhos sobre o tema para exercitar o foco. Foto: Tatianal Cardeal
De todas as experiências que surgem no caminho de quem trabalha com a inclusão, receber um aluno com deficiência intelectual parece a mais complexa. Para o surdo, os primeiros passos são dados com a Língua Brasileira de Sinais (Libras). Os cegos têm o braile como ferramenta básica e, para os estudantes com limitações físicas, adaptações no ambiente e nos materiais costumam resolver os entraves do dia-a-dia.

Mas por onde começar quando a deficiência é intelectual? Melhor do que se prender a relatórios médicos, os educadores das salas de recurso e das regulares precisam entender que tais diagnósticos são uma pista para descobrir o que interessa: quais obstáculos o aluno enfrentará para aprender - e eles, para ensinar.
No geral, especialistas na área sabem que existem características comuns a todo esse público (leia a definição no quadro desta página). São três as principais dificuldades enfrentadas por eles: falta de concentração, entraves na comunicação e na interação e menor capacidade para entender a lógica de funcionamento das línguas, por não compreender a representação escrita ou necessitar de um sistema de aprendizado diferente. "Há crianças que reproduzem qualquer palavra escrita no quadro, mas não conseguem escrever sozinhas por não associar que aquelas letras representem o que ela diz", comenta Anna Augusta Sampaio de Oliveira, professora do Departamento de Educação Especial da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (Unesp). As características de todas as outras deficiências você pode ver no especial Inclusão, de NOVA ESCOLA (leia o último quadro).

A importância do foco nas explicações em sala de aula
SIGNIFICADO Na sala de recursos, elaboração de livro sobre a vida dos alunos deu sentido à escrita. Foto: Marcelo Almeida
Alunos com dificuldade de concentração precisam de espaço organizado, rotina, atividades lógicas e regras. Como a sala de aula tem muitos elementos - colegas, professor, quadro-negro, livros e materiais -, focar o raciocínio fica ainda mais difícil. Por isso, é ideal que as aulas tenham um início prático e instrumentalizado. "Não adianta insistir em falar a mesma coisa várias vezes. Não se trata de reforço. Ele precisa desenvolver a habilidade de prestar atenção com estratégias diferenciadas para, depois, entender o conteúdo", diz Maria Tereza Eglér Mantoan, doutora e docente em Psicologia Educacional da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

O ponto de partida deve ser algo que mantenha o aluno atento, como jogos de tabuleiro, quebra-cabeça, jogo da memória e imitações de sons ou movimentos do professor ou dos colegas - em Geografia, por exemplo, ele pode exercitar a mente traçando no ar com o dedo o contorno de uma planície, planalto, morro e montanha. Também é importante adequar a proposta à idade e, principalmente, aos assuntos trabalhados em classe. Nesse caso, o estudo das formas geométricas poderia vir acompanhado de uma atividade para encontrar figuras semelhantes que representem o quadrado, o retângulo e o círculo.

A meta é que, sempre que possível e mesmo com um trabalho diferente, o aluno esteja participando do grupo. A tarefa deve começar tão fácil quanto seja necessário para que ele perceba que consegue executá-la, mas sempre com algum desafio. Depois, pode-se aumentar as regras, o número de participantes e a complexidade. "A própria sequência de exercícios parecidos e agradáveis já vai ajudá-lo a aumentar de forma considerável a capacidade de se concentrar", comenta Maria Tereza, da Unicamp.
O que é a deficiência intelectual?
É a limitação em pelo menos duas das seguintes habilidades: comunicação, autocuidado, vida no lar, adaptação social, saúde e segurança, uso de recursos da comunidade, determinação, funções acadêmicas, lazer e trabalho. O termo substituiu "deficiência mental" em 2004, por recomendação da Organização das Nações Unidas (ONU), para evitar confusões com "doença mental", que é um estado patológico de pessoas que têm o intelecto igual da média, mas que, por algum problema, acabam temporariamente sem usá-lo em sua capacidade plena. As causas variam e são complexas, englobando fatores genéticos, como a síndrome de Down, e ambientais, como os decorrentes de infecções e uso de drogas na gravidez, dificuldades no parto, prematuridade, meningite e traumas cranianos. Os Transtornos Globais de Desenvolvimento (TGDs), como o autismo, também costumam causar limitações. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), cerca de 5% da população mundial tem alguma deficiência intelectual.
Foi o que fez a professora Marina Fazio Simão, da EMEF Professor Henrique Pegado, na capital paulista, para conseguir a atenção de Moisés de Oliveira, aluno com síndrome de Down da 3ª série. "Ele não ficava parado, assistindo à aula", lembra ela. Este ano, em um projeto sobre fábulas, os avanços começaram a aparecer. "Nós lemos para a sala e os alunos recontam a história de maneiras diferentes. No caso dele, o primeiro passo foram os desenhos. Depois, escrevi com ele o nome dos personagens e palavras-chave", relata ela.
Escrita significativa e muito bem ilustrada
COMUNICAÇÃO Vinicius superou o isolamento e melhorou a interação em atividades com imagens e sons. Foto: Léo Drumond
A falta de compreensão da função da escrita como representação da linguagem é outra característica comum em quem tem deficiência intelectual. Essa imaturidade do sistema neurológico pede estratégias que servem para a criança desenvolver a capacidade de relacionar o falado com o escrito. Para ajudar, o professor deve enaltecer o uso social da língua e usar ilustrações e fichas de leitura. O objetivo delas é acostumar o estudante a relacionar imagens com textos. A elaboração de relatórios sobre o que está sendo feito também ajuda nas etapas avançadas da alfabetização.

A professora Andréia Cristina Motta Nascimento é titular da sala de recursos da EM Padre Anchieta, em Curitiba, onde atende estudantes com deficiência intelectual. Este ano, desenvolve com eles um projeto baseado na autoidentificação - forma encontrada para tornar o aprendizado mais significativo. A primeira medida foi pedir que trouxessem fotos, certidão de nascimento, registro de identidade e tudo que poderia dizer quem eram. "O material vai compor um livro sobre a vida de cada um e, enquanto se empolgam com esse objetivo, eu alcanço o meu, que é ensiná-los a escrever", argumenta a educadora.

Quem não se comunica... pode precisar de interação

Outra característica da deficiência intelectual que pode comprometer o aprendizado é a dificuldade de comunicação. A inclusão de músicas, brincadeiras orais, leituras com entonação apropriada, poemas e parlendas ajuda a desenvolver a oralidade. "Parcerias com fonoaudiólogos devem ser sempre buscadas, mas a sala de aula contribui bastante porque, além de verbalizar, eles se motivam ao ver os colegas tentando o mesmo", explica Anna, da Unesp.

Essa limitação, muitas vezes, camufla a verdadeira causa do problema: a falta de interação. Nos alunos com autismo, por exemplo, a comunicação é rara por falta de interação. É o convívio com os colegas que trará o desenvolvimento do estudante. Para integrá-lo, as dicas são dar o espaço de que ele precisa mantendo sempre um canal aberto para que busque o educador e os colegas.

Para a professora Sumaia Ferreira, da EM José de Calazans, em Belo Horizonte, esse canal com Vinicius Sander, aluno com autismo do 2º ano do Ensino Fundamental, foi feito pela música. O garoto falava poucas palavras e não se aproximava dos demais. Sumaia percebeu que o menino insistia em brincar com as capas de DVDs da sala e com um toca-CD, colocando músicas aleatoriamente. Aos poucos, viu que poderia unir o útil ao agradável, já que essas atividades aproximavam o menino voluntariamente. Como ele passou a se mostrar satisfeito quando os colegas aceitavam bem a música que escolheu, ela flexibilizou o uso do aparelho e passou a incluir músicas relacionadas ao conteúdo. "Vi que ele tem uma memória muito boa e o vocabulário dele cresceu bastante. Por meio dos sons, enturmamos o Vinicius."

Vídeo sobre a Inclusão Escolar

segunda-feira, 15 de março de 2010

Reforço na segurança alimentar de quilombolas.

As comunidades quilombolas que vivem nos estados da Bahia, Maranhão, Minas Gerais, Pará e Pernambuco poderão contar, a partir de agora, com um grande reforço na área de segurança alimentar e nutricional. O Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) está com edital público aberto para que estes governos estaduais e Prefeituras desses Estados apresentem projetos de implantação de Cozinhas Comunitárias multifuncionais. Nesse edital – publicado no Diário Oficial da União de 10 de novembro deste ano – o MDS investe R$ 2,25 milhões. Cada projeto pode receber até R$ 450 mil.

As Cozinhas Comunitárias são equipamentos públicos que produzem e distribuem refeições saudáveis a baixo custo para a população mais carente, além de ser uma estratégia de inclusão social produtiva, de fortalecimento da ação coletiva e da identidade comunitária.

Somente poderão participar do edital os Estados e Municípios em que existam comunidades quilombolas certificadas pela Fundação Cultural Palmares; que dispuserem das condições necessárias para a instalação de infra-estrutura e serviços de segurança alimentar e nutricional e que estiverem interessados em apoiar o resgate e a valorização das tradições e culturas alimentares de povos e comunidades tradicionais (quilombolas).

As propostas deverão ser cadastradas no Sistema de Gestão de Convênios e Contratos de Repasse (SICONV), do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão até o próximo dia 9 de dezembro.

Com o objetivo de auxiliar os Estados e Municípios no cadastro das propostas e no desenvolvimento dos projetos, as Coordenações Gerais de Promoção a Programas de Alimentação e Nutrição e de Apoio a Grupos Vulneráveis do MDS realizarão uma Mesa Técnica, em Brasília, na próxima segunda-feira (30/11).

Depois de implantadas as Cozinhas Comunitárias, a administração das unidades e a manutenção dos serviços deverão ser custeadas pelo governo estadual ou municipal, que poderão estabelecer parcerias para auxiliar na operacionalização do programa. Desde 2004, o MDS já apoiou a instalação de 377 cozinhas desse tipo em todo o País e nelas são servidas, diariamente, 72 mil refeições.

Investimento – Neste ano, por meio de editais públicos ou convênios, o Ministério investe mais de R$ 700 milhões em projetos de segurança alimentar e nutricional. Os recursos são repassados pela Secretaria Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional ao Distrito Federal, Municípios ou Estados que aderiram ao Compromisso Nacional pelo Desenvolvimento Social e também para ações de cooperação e parcerias em todo o País.

As ações atendem diretamente produtores de alimentos, agricultores familiares e consumidores da cidade e do campo, em especial famílias pobres beneficiárias das políticas de desenvolvimento social, como o Bolsa Família e programas de assistência social.

Informações são do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS)

Fonte:

http//redesocial.wordpress.com/2009/11/26

Mais notícias sobre os quilombolas atualmente...

FONTES DE RENDAS DOS QUILOMBOLAS DO VALE DO RIBEIRA

Uma das fontes de renda de oito comunidades quilombolas do Vale do Ribeira, em São Paulo é o artesanato feito com a fibra de bananeira. Além de ser uma fonte de renda complementar, sobretudo para as mulheres, que ganham também em auto-estima e poder decisóriodentro das respectivas famílias.

Por enquanto o forte do mercado consumidor desse artesanato está em lojas de São Paulo e visitantes das feiras de que as associações participam.

Do ponto de vista ambiental, o uso dessa fibra tem dois méritos. Primeiro, ao garantir mais renda por cada bananeira, mediante o uso do caule e do cacho, se contribui para diminuir a pressão pelo aumento da àrea de cultivo (desmatamento). Em segundo lugar, em roças grandes, quando se retira o cacho, o caule fica jogado, apodrecendo e tornando-se potencial vetor de doenças. Ao dar-lhe um uso produtivo, esse problemaé sanado.

Mais recentemente, algumas comunidades estão apostando em uma nova fonte de renda e geração de trabalho para seus jovens: o Ecoturismo, que vem ganhando força principalmente no município de Eldorado, que possui além de muita mata atlântica,cachoeiras de grande beleza e várias cavernas. Quase 70% dos guias de turismo, que na região são os monitores Ambientais, são das comunidades quilombolas que ficam no entorno do Parque Estadual do Jacupiranga.

Esses monitores, além de ganhar diretamente com o ecoturismo trabalhando como guias, são agentes multiplicadores da idéia em suas cominidades onde atuam também como educadores ambientais. Desta forma o ecoturismo gera renda para as comunidades e, ao mesmo tempo, contribui para a conservação dos recursos naturais, históricos e culturais da região. E isso não é utopia, é fato.

Fontes:

www.ecoviagem.uol.com.br

www.ambientebrasil.com.br

terça-feira, 2 de março de 2010

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

O FIM DO MUNDO EM 60 SEGUNDOS

Desenvolvimento histórico da EaD no Brasil

A EaD no Brasil, teve início em 1939, com a fundação do Instituto Rádio Técnico Monitor, o hoje Instituto Monitor. Após essa data várias experiências de educação a distância foram iniciadas e levadas a termo com relativo sucesso, pois os resultados do passado não foram suficientes para gerar um processo de aceitação governamental e social da EaD.
Em 1934, Edgard Roquette Pinto instalou a Rádio-Escola Municipal no Rio de Janeiro, onde estudantes tinham acesso prévio a folhetos e esquemas de aulas. Já em 1939, surgiu na cidade de São Paulo o Instituto Monitor. Dois anos mais tarde surge a primeira Universidade do Ar, que durou até 1944. Em 1947, surge a Nova Universidade do Ar, patrocinada pelo SENAC, SESC e emissoras associadas.
Durante a década de 1960, com o Movimento de Educação de Base (MEB) igreja Católica e Governo Federal, utilizavam um sistema rádio-educativo. Em 1970, surge o Projeto Minerva, um convênio entre Fundação Padre Landell de Moura e Fundação Padre Anchieta para produção de textos e programas. Nessa época a Fundação Roberto Marinho já tinha um programa de educação supletiva a distância, para ensino fundamental e Médio. Entre as décadas de 1970 e 1980, fundações privadas e organizações não-governamentais iniciaram a oferta de cursos supletivos a distância, no modelo de teleducação, com aulas via satélites complementadas por kits de materiais impressos, demarcando a chegada de segunda geração de EaD no país.. A maior parte das Instituições de Ensino Superior brasileiras mobilizou-se para a EaD com uso de novas tecnologias da comunicação e da informação somente na década de 1990. Em 1992, foi criada a Universidade Aberta de Brasília (Lei 403/92), podendo atingir três campos distintos: a ampliação do conhecimento cultural com a organização de cursos específicos de acesso a todos, a educação continuada, reciclagem profissional às diversas categorias de trabalhadores e àqueles que já passaram pela universidade; e o ensino superior, englobando tanto a graduação como a pós-graduação. Em 1994, teve início a expansão da Internet no ambiente universitário. Dois anos depois, surgiu a primeira legislação específica para a educação a distância no ensino superior. AS bases legais para essa modalidade foram estabelecidas pela Lei de Diretrizes e Bases na Educação Nacional nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, regulamentada pelo Decreto nº 5.622 de 20 de dezembro de 2005, que revogou os decretos nº 2.494 de 10/02/98, e nº 2.561 de 27/04/98, com normatização definida na Portaria Ministerial nº 4.361 de 2004. No decreto nº 5.622 dita que, ficam obrigatórios os momentos presenciais para avaliação, estágios, defesas de trabalhos e conclusão de curso. Classifica os níveis de modalidades educacionais em educação básica, de jovens e adultos, especial, profissional e superior; Os cursos deverão ter a mesma duração definida para os cursos na modalidade presencial; Os cursos poderão aceitar transferência e aproveitar estudos realizados em cursos a distância. Regulariza o credenciamento e instituições para oferta de cursos e programas na modalidade a distância (básica, de jovens e adultos, especial, profissional e superior).
Em maio de 2009, a ABED Associação Brasileira de Educação a Distância organizou o 7º SENAED – Seminário Nacional ABED de Educação a Distância totalmente online, envolvendo nas atividades palestrantes do Brasil, Portugal e outros países de língua portuguesa.
Além da pesquisa que realizei sobre a história da EaD no Brasil, também procurei ler mais sobre o assunto em outros livros. Sabia da existência da EaD, mas não tinha ideia do quanto ela está sendo utilizada e nem da qualidade apresentada, pois dependendo da instituição que oferece o curso, o aluno poderá ter maior aproveitamento do que em um curso totalmente presencial. Acredito que daqui a alguns anos, a EaD irá substituir totalmente os cursos da modalidade presencial, pois com essa sociedade moderna, em que cada vez mais as pessoas não encontram tempo para quase nada, e tendo como aliado o avanço da tecnologia, ficará mais fácil para as pessoas aperfeiçoar os seus conhecimentos.
Segundo José Manuel Moran “Temos que repensar seriamente os modelos aprendidos até agora. O professor continuará dando aula, de uma forma menos informativa e mais gerenciadora, utilizando as possibilidades que as tecnologias interativas proporcionam... Nesse processo, o papel do professor vem sendo redimensionado e cada vez mais ele se torna um supervisor, um animador, um incentivador dos alunos na instigante aventura do conhecimento.”








Referências:
Moran, José Manuel – Educação na Sociedade da Informação.
Educação a Distância – Fonte Wikipédia, a enciclopédia livre.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

ATIVIDADE VIVENCIADA

Seguindo uma sugestão do curso que se encontra na Unidade 3 do módulo 2,oferecemos aos alunos uma vivência sobre percepção das diferenças a partir da inversão de papéis. Cada aluno é convidado a participar de simulações, cujo o objetivo é se colocar no lugar do outro, sendo este outro alguém com alguma deficiência que co caso da nossa proposta foi que cada criança fosse vendada, simulando uma deficiência visual, então cada eum deveria criar um desenho com tinta guache.
Cada pote de tinta foi colocado em uma ordem que após vendarmos os olhos do aluno iamos "mostrando" através do toque a ordem de cada cor.
observe alguns desenhos






As crianças adoraram a atividade.Após realizada, cada aluno foi convidado a colocar no papel seus sentimentos e dificuldades encontradas durante a tividade, o que eles imaginavam que uma pessoa com algum tipo de deficiência possa sentir.
Leia alguns trechos dos depoimentos:

" Para quem não é cego é difícil , imagine para quem é?"

" O desenho não ficou bom do jeito que eu queria, tem adivinhar a cor que vai usar porque se a professora não estiver do lado a gente esquece a ordem".

" É diferente, nós temos que cuidar muito bem dessas pessoas, pois elas são especiais e precisam de amor, carinho e muito apoia de todos".

" Agora eu acho que não vou mais ficar reclamndo de algumas coisas que eu não gosto em mim, pois existem pessoas com problemas bem maiores".

Essa atividade foi realizada com alunos do 3º ano, idade de 8 anos.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Educação de Jovens e Adultos - sequência didática

Ciências
Sequência Didática Ensino Fundamental I
A água no cotidiano

Bloco de Conteúdo
Ciências Naturais
Conteúdo
Educação Ambiental
Introdução
Ao lado da biodiversidade e do aquecimento global, a disponibilidade de água está se tornando uma das principais questões socioambientais do mundo atual. Relatórios da ONU indicam que quase 20% da humanidade – cerca de 1 bilhão de pessoas – não têm acesso à quantidade mínima aceitável de água potável e aos 20 a 50 litros diários necessários para beber, cozinhar e tomar banho. Em contrapartida, o consumo per capita em países ricos como Estados Unidos e Canadá é de 300 litros diários de água. Inúmeras regiões do planeta já estão marcadas pela escassez e pelo estresse hídrico – desequilíbrio entre demanda e oferta de água, causado, entre outros fatores, pela contaminação dos recursos. Esse quadro vem gerando disputas e conflitos.
Mais no site do
Planeta Sustentável
Este plano de aula inicia uma série de cinco propostas para trabalhar com a questão hídrica no ensino Fundamental. Serão abordados aqui, sob o ângulo da sustentabilidade e do consumo consciente, a origem, composição e distribuição da água e seus caminhos pela natureza, essenciais para compreender sua importância: sem ela, não seria possível a vida na Terra.

Objetivos
• Identificar a presença da água no cotidiano e reconhecer sua importância como recurso natural indispensável à vida no planeta.
• Reconhecer as diferentes etapas e processos que constituem o ciclo da água na natureza e avaliar repercussões das alterações nele promovidas pelas atividades humanas.

Conteúdos
Água: distribuição, usos e consumo e ciclo da água

Ano
1º ao 5º

Tempo estimado
Quatro aulas

Desenvolvimento das atividades
Primeira aula
De onde vem a água? Como ela chega até as nossas casas, pronta para o consumo? Como a utilizamos? Como podemos economizá-la, evitando o risco de o recurso faltar no futuro? Essas questões podem ser o ponto de partida para planos de estudo, projetos ou sequências didáticas sobre a questão da água.

Pode-se propor, de início, que os alunos elaborem, em pequenos grupos, listas com o uso da água em suas atividades diárias: para beber, tomar banho, escovar os dentes e lavar as mãos e o rosto, cozinhar, lavar objetos etc. Conversando entre si, podem descobrir também outros usos não diretamente ligados ao seu próprio cotidiano, como o agrícola e o industrial. Peça que todos mostrem os trabalhos à turma e discuta os resultados, destacando a presença e a importância da água em praticamente tudo o que fazemos. Aproveite e assinale, também, que ela é essencial ao organismo humano porque ajuda a regular a temperatura do corpo e a diluir ou transportar substâncias.
Segunda aula
As turmas podem iniciar esta aula assistindo ao vídeo Saber sobre a água, da Universidade de São Paulo. Como ele também mostra aspectos do ciclo da água na natureza e sua presença na superfície terrestre (rios, lagos e mares) e na atmosfera, pode-se aproveitar para conversar sobre isso com os estudantes. Estimule-os a falar sobre aspectos climáticos que já tenham observado, como os períodos de maior ou menor precipitação, que denotam padrões sobre a presença da água. Assinale que a Terra é o único planeta do Sistema Solar que tem a água nos três estados (sólido, líquido e gasoso). Ao final da aula, eles podem fazer representações em desenhos, textos ou colagem de figuras sobre os caminhos da água, sem a preocupação com a precisão sobre termos e processos neste momento.
Terceira e quarta aulas
Dedique as duas últimas aulas à preparação e à exposição dos resultados finais. Com base no que já foi visto, proponha aos estudantes o debate sobre formas de economizar e utilizar adequadamente a água (a reportagem “Poluição e desperdício reduzem a água disponível no Brasil” tem dados sobre usos e consumo no Brasil – ver indicação no final desse plano). Esclareça que, para chegar às residências e aos estabelecimentos comerciais e industriais, a água é captada em rios, lagos ou reservatórios, vai para uma estação de tratamento, onde passa por processos de filtragem e purificação, sendo distribuída pela rede aos domicílios e estabelecimentos, pronta para o consumo. Recomenda-se filtrar ou ferver a água antes de bebê-la.

Organizado em pequenos grupos, o pessoal pode elaborar folhetos com dicas para economizar água. Nas residências, é preciso atenção especial com o uso da água no banheiro (não tomar banhos demorados, fechar a torneira ao escovar os dentes ou fazer a barba, consertar vazamentos etc.), na cozinha (manter torneiras fechadas ao ensaboar a louça), evitar o uso de mangueiras em jardins e na lavagem de carros ¬– o gasto de água é muito maior do que com o uso de balde. O controle do consumo residencial pode ser acompanhado pela leitura da conta mensal. Os mesmos procedimentos valem para os ambientes de trabalho. Chame a atenção dos estudantes para as responsabilidades do poder público, encarregado de consertar ou instalar redes de abastecimento e coleta de água e tratamento de esgotos, fazer reparos em vazamentos ou realizar a limpeza de espaços públicos. Os alunos podem desenhar ou colar figuras e desenhos para ilustrar o folheto, que pode ser distribuído a outras turmas da escola e à comunidade.
Avaliação
Leve em conta os objetivos definidos inicialmente. Como a sequência didática é um conjunto articulado de aulas e atividades, registre a participação dos estudantes nas diferentes etapas e nos trabalhos individuais e coletivos. Examine a produção de textos, painéis, desenhos e outros trabalhos realizados por eles. Se necessário, promova debates ou atividades individuais para examinar o que os estudantes aprenderam neste percurso.
Quer saber mais?
Bibliografia
Ambiente Brasileiro: 500 Anos de Exploração dos Recursos Hídricos, Aldo Rebouças, em Patrimônio Ambiental Brasileiro, Wagner C. Ribeiro (org), Edusp, tel. (11) 3091-2911 begin_of_the_skype_highlighting              (11) 3091-2911      end_of_the_skype_highlighting begin_of_the_skype_highlighting              (11) 3091-2911      end_of_the_skype_highlighting .

Internet
Revista de Estudos Avançados, v. 22, n. 63, São Paulo, IEA-USP, 2008 (Dossiê Água).
Recursos Hídricos, José Galizia Tundizi, em Revista Multiciência, Unicamp.
Dicas de como economizar água.
A Agência Nacional de Águas apresenta um balanço hídrico do Brasil.
A Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental de São Paulo oferece explicações sobre o ciclo da água e a gestão dos recursos hídricos.
O Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos disponibiliza dados sobre previsão do tempo, cartas sinóticas e fenômenos climáticos.

Vídeo
Vídeo da USP Saber sobre a água.
Consultoria: Roberto Giansanti
Professor de Geografia, autor de livros didáticos para Ensino Fundamental, Ensino Médio e Educação de Jovens e Adultos e consultor educacional

Educacão quilombola - notícias atuais

Quilombo Ivaporunduva no municipio de Eldorado-SP
Ivaporunduva

O Quilombo de Ivaporunduva esta localizado no Município de Eldorado São Paulo no Vale do Ribeira , na SP 165, Eldorado/Iporanga, às margens do Rio Ribeira de Iguape. Composta por 80 famílias, a Comunidade de Ivaporunduva tem uma população de 308 pessoas, sendo 80 crianças, 195 adultos e 33 idosos.

A sobrevivência dessas famílias é conseguida com o cultivo tradicional de roça: arroz, mandioca, milho, feijão, verduras e legumes para uso próprio. Para o consumo e geração de renda produzem banana orgânica e artesanato, recebem grupos escolares para turismo, além de algumas pessoas que são funcionárias da prefeitura e aposentadas.
Até a 4a. série do ensino fundamental, as crianças estudam na escola municipal da comunidade. Para as séries seguintes se deslocam em torno de 6 km, com transporte fornecido pela prefeitura, até a Escola Estadual Maria Antonia Chules Princesa, que iniciou recentemente um trabalho de educação diferenciada, na Comunidade André Lopes. Para cursar o ensino médio, freqüentam escolas no bairro de Itapeúna (a 30 km) ou na cidade de Eldorado (45 km). O ensino superior só é acessível em Registro ou São Paulo.
A comunidade possui também um posto de saúde, onde semanalmente um médico e uma enfermeira dão consultas. Para exames ou tratamento, é preciso recorrer ao hospital na cidade. O Telecentro Comunitário, com acesso à internet e oito computadores, trouxe a inclusão digital para crianças, jovens e adultos, facilitando a gestão da associação, pesquisas escolares, serviços diversos e comunicação em geral.
Histórico
Alguns registros citam a origem de Ivaporunduva ainda no século XVI. Um deles fala de uma antiga proprietária de terras e de escravos, dona Maria Joana, que teria adoecido e morrido enquanto se tratava no exterior. Sendo viúva e não tendo parentes, as terras ficaram para os escravos. Esse fato teria estimulado também a vinda de escravos fugidos, que resistiram à captura dos capitães do mato por volta de 1690, formando o Quilombo de Ivaporunduva.
Segundo o livro de tombo da paróquia de Xiririca, antigo nome da cidade de Eldorado, de 1813, Ivaporunduva é a mais antiga das comunidades do vale do Ribeira. Surge como povoado no século XVII, mesmo antes de Xiririca, por causa da mineração de ouro, encontrado em grande quantidade nessa área por dois irmãos mineradores, Domingos Rodrigues Cunha e Antonio Rodrigues Cunha com um grupo de 10 escravos.
Com a crise da exploração do ouro na região, os exploradores se dirigiram para Minas Gerais e abandonaram essa área. Os antigos escravos, que permaneceram, viviam basicamente da roça de arroz, feijão, milho, mandioca, batata doce, cana, café, abóbora, banana, nhame, cará, taiá (também conhecida como taioba, semelhante ao nhame), entre outros. Construíam suas casas com a técnica do pau-a-pique, utilizando o barro, madeira, cipós e capim do próprio local. Para caçar utilizavam o laço, mondéu (espécie de armadilha armada na trilha do animal), bodoque, arapuca e despique (armadilhas para captura de pássaros feitas de madeira ou bambu). O vestuário era bastante simples, composto principalmente de uma espécie de camisolão, utilizado no dia a dia. Roupas mais elaboradas, só eram utilizadas para ir à cidade e para as missas. Trocavam parte de sua produção por tecidos, querosene, sal e outros produtos utilizados no dia a dia, através de um intermediário, que era também fazendeiro de café.
Os primeiros troncos de família foram os de Francisco Marinho e Salvador Pupo. Organizavam-se em mutirões para a roça, construção de casas, fazer e manter os caminhos. Faziam festas como a do Divino, Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos, juninas, São Sebastião.
A luta pela terra e contra as barragens planejadas para o Rio Ribeira fizeram com que a comunidade aumentasse e formalizasse a sua organização. Em 1994 foi fundada a Associação Quilombo de Ivaporunduva.


Reginaldo, em Barra do Turvo, é o mais novo remanescente quilombola reconhecido
Governador José Serra reconhece o 25º. quilombo de SP – Assentados e quilombolas puderam vender seus produtos no Parque da Água Branca (SP) durante o feriado; na ocasião também foram entregues 14 novos veículos para a Fundação Itesp, permitindo renovação e reforço da frota nos escritórios em Presidente Prudente, Pariquera-Açu, Sorocaba, Araquara, Araras, Andradina e Taubaté
Durante as comemorações do Dia da Consciência Negra, o governador José Serra reconheceu uma nova comunidade do Estado como remanescente de quilombo. O anúncio foi feito durante a Feira Quilombos em São Paulo, realizada pela Fundação Instituto de Terras do Estado de São Paulo (Itesp).

Reginaldo, na cidade de Barra do Turvo, no Vale do Ribeira, é o 25º. quilombo a ser reconhecido oficialmente no Estado de São Paulo. A entrega do relatório técnico-científico – que comprova o reconhecimento – foi feita pelo governador durante sua visita, na última sexta, dia da Consciência Negra, à Feira Quilombos em São Paulo, realizada no Parque da Água da Branca. O relatório foi entregue à quilombola Marizaura Pontes, professora em Reginaldo, que, mesmo grávida de oito meses, fez questão de encarar a viagem de seis horas de duração do Vale do Ribeira a São Paulo e, como líder da comunidade, receber o reconhecimento. “Esse é um dia histórico para nós”, disse Marizaura. A comunidade de Reginaldo tem cerca de 1600 hectares e 94 famílias. “Este feriado é um agradecimento a toda uma contribuição que a comunidade negra tem em nosso desenvolvimento”, afirmou o
governador.
O evento, realizado simultaneamente com a Feira dos Assentamentos Paulistas, ocorreu sexta e sábado na capital. Na ocasião também foram entregues 14 novos veículos para a Fundação Itesp, permitindo a renovação e reforço da frota nos escritórios em Presidente Prudente, Pariquera-Açu, Sorocaba, Araraquara, Araras, Andradina e Taubaté. “Isso tem um caráter histórico e ao mesmo tempo de suporte social. Há uma boa parte da comunidade negra que reivindica se transformar em comunidade quilombola e o governo hoje reconheceu mais uma. Além disso, nós entregamos veículos para ajudar no desenvolvimento dessas comunidades. O governo investe tanto na formação quanto no desenvolvimento produtivo delas, como no artesanato e na agricultura, para que possam ter renda e um futuro de oportunidades”, disse o governador.
A Fundação Itesp é a responsável, no Estado de São Paulo, pelo reconhecimento dos quilombos e de seus territórios, por meio da elaboração do relatório e demais estudos e levantamentos. Também fornece assistência técnica, apoio ao desenvolvimento e realiza investimentos em benefício das comunidades.
camiloaparecido.blog.terra.com.br/.../quilombos-do-vale-do-ribeira/


Notícias
Fome afeta 90% das comunidades quilombolas
Descendentes de escravos refugiados, assim como seus ancestrais, fazem parte da
camada mais baixa da escala social, aponta pesquisa
da PrimaPagina
As 144 comunidades quilombolas do Brasil — formadas por descendentes de
escravos refugiados — vivem, assim como seus ancestrais, na camada mais baixa
da escala social brasileira. Um levantamento do governo federal indica que em 126
(86,11%) comunidades quilombolas predominam famílias que tinham, em 2003, uma
renda de no máximo dois salários mínimos por mês. Na população brasileira, a
proporção é menor: 32,71% dos domicílios vivem nessa faixa de renda, de acordo
com a PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) de 2003.
O rendimento dos descendentes de escravos vem sobretudo de transferências de
recursos públicos, como aposentadoria (fonte de renda familiar em 126 comunidades
quilombolas, ou 87,50% do total) e programas sociais (48, ou 33,33%). No Brasil,
apenas em 73 cidades há mais de 30% da população dependente de transferências
de verbas governamentais. A produção agrícola é um dos meios de sustento em 87
comunidades quilombolas (60,4%).
O levantamento do governo federal foi feito a partir de um questionário elaborado
pelos Ministério do Desenvolvimento Social, da Agricultura, da Saúde, da Educação
e do Desenvolvimento Agrário, e também pela Secretaria Especial para Política de
Promoção da Igualdade Racial e pela Fundação Cultural Palmares, ligada ao
Ministério da Cultura. O resultado deu origem ao Sicab (Sistema de Informações das
Comunidades Afro-Brasileiras), no qual foram investidos R$ 69 mil. Algumas
informações, porém, estão incompletas, já que nem todas as comunidades dispõem
dos dados requisitados no questionário — das 144 localidades, 20 não sabem, por
exemplo, quantas famílias abrigam.
http://www.pnud.org.br - documento gerado : 01/02/2010 - 20:52:44
PNUD
O Sicab aponta que, apesar de a agricultura ser a atividade principal de boa parte
das comunidades, 129 locais abrigam pessoas que passam fome — em 27, a fome
atinge todas as pessoas da comunidade e em 55, a grande maioria. O problema é
atribuído à insuficiência da produção local para garantir a alimentação da população.
Em 188 comunidades (81,94%), o grupo mais atingido são as crianças.
O sistema também reúne dados sobre educação, criação de animais e pesca,
cultura, direitos do cidadão, fontes de alimentos, população, meio ambiente,
programas sociais, saúde e caracterização da terra.
No Brasil, o PNUD apóia dois projetos de apoio a quilombolas: Fortalecimento da
rede das comunidades quilombolas e Projeto de Melhoria da Identificação e
Regularização de Terras das Comunidades Quilombolas Brasileiras.

Texto originalmente extraído do site www.pnud.org.br

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Boas vindas!

Oi pessoal! Já estamos no ar...
Agora é só usar e abusar.