O FIM DO MUNDO EM 60 SEGUNDOS
quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010
Desenvolvimento histórico da EaD no Brasil
A EaD no Brasil, teve início em 1939, com a fundação do Instituto Rádio Técnico Monitor, o hoje Instituto Monitor. Após essa data várias experiências de educação a distância foram iniciadas e levadas a termo com relativo sucesso, pois os resultados do passado não foram suficientes para gerar um processo de aceitação governamental e social da EaD.
Em 1934, Edgard Roquette Pinto instalou a Rádio-Escola Municipal no Rio de Janeiro, onde estudantes tinham acesso prévio a folhetos e esquemas de aulas. Já em 1939, surgiu na cidade de São Paulo o Instituto Monitor. Dois anos mais tarde surge a primeira Universidade do Ar, que durou até 1944. Em 1947, surge a Nova Universidade do Ar, patrocinada pelo SENAC, SESC e emissoras associadas.
Durante a década de 1960, com o Movimento de Educação de Base (MEB) igreja Católica e Governo Federal, utilizavam um sistema rádio-educativo. Em 1970, surge o Projeto Minerva, um convênio entre Fundação Padre Landell de Moura e Fundação Padre Anchieta para produção de textos e programas. Nessa época a Fundação Roberto Marinho já tinha um programa de educação supletiva a distância, para ensino fundamental e Médio. Entre as décadas de 1970 e 1980, fundações privadas e organizações não-governamentais iniciaram a oferta de cursos supletivos a distância, no modelo de teleducação, com aulas via satélites complementadas por kits de materiais impressos, demarcando a chegada de segunda geração de EaD no país.. A maior parte das Instituições de Ensino Superior brasileiras mobilizou-se para a EaD com uso de novas tecnologias da comunicação e da informação somente na década de 1990. Em 1992, foi criada a Universidade Aberta de Brasília (Lei 403/92), podendo atingir três campos distintos: a ampliação do conhecimento cultural com a organização de cursos específicos de acesso a todos, a educação continuada, reciclagem profissional às diversas categorias de trabalhadores e àqueles que já passaram pela universidade; e o ensino superior, englobando tanto a graduação como a pós-graduação. Em 1994, teve início a expansão da Internet no ambiente universitário. Dois anos depois, surgiu a primeira legislação específica para a educação a distância no ensino superior. AS bases legais para essa modalidade foram estabelecidas pela Lei de Diretrizes e Bases na Educação Nacional nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, regulamentada pelo Decreto nº 5.622 de 20 de dezembro de 2005, que revogou os decretos nº 2.494 de 10/02/98, e nº 2.561 de 27/04/98, com normatização definida na Portaria Ministerial nº 4.361 de 2004. No decreto nº 5.622 dita que, ficam obrigatórios os momentos presenciais para avaliação, estágios, defesas de trabalhos e conclusão de curso. Classifica os níveis de modalidades educacionais em educação básica, de jovens e adultos, especial, profissional e superior; Os cursos deverão ter a mesma duração definida para os cursos na modalidade presencial; Os cursos poderão aceitar transferência e aproveitar estudos realizados em cursos a distância. Regulariza o credenciamento e instituições para oferta de cursos e programas na modalidade a distância (básica, de jovens e adultos, especial, profissional e superior).
Em maio de 2009, a ABED Associação Brasileira de Educação a Distância organizou o 7º SENAED – Seminário Nacional ABED de Educação a Distância totalmente online, envolvendo nas atividades palestrantes do Brasil, Portugal e outros países de língua portuguesa.
Além da pesquisa que realizei sobre a história da EaD no Brasil, também procurei ler mais sobre o assunto em outros livros. Sabia da existência da EaD, mas não tinha ideia do quanto ela está sendo utilizada e nem da qualidade apresentada, pois dependendo da instituição que oferece o curso, o aluno poderá ter maior aproveitamento do que em um curso totalmente presencial. Acredito que daqui a alguns anos, a EaD irá substituir totalmente os cursos da modalidade presencial, pois com essa sociedade moderna, em que cada vez mais as pessoas não encontram tempo para quase nada, e tendo como aliado o avanço da tecnologia, ficará mais fácil para as pessoas aperfeiçoar os seus conhecimentos.
Segundo José Manuel Moran “Temos que repensar seriamente os modelos aprendidos até agora. O professor continuará dando aula, de uma forma menos informativa e mais gerenciadora, utilizando as possibilidades que as tecnologias interativas proporcionam... Nesse processo, o papel do professor vem sendo redimensionado e cada vez mais ele se torna um supervisor, um animador, um incentivador dos alunos na instigante aventura do conhecimento.”
Referências:
Moran, José Manuel – Educação na Sociedade da Informação.
Educação a Distância – Fonte Wikipédia, a enciclopédia livre.
A EaD no Brasil, teve início em 1939, com a fundação do Instituto Rádio Técnico Monitor, o hoje Instituto Monitor. Após essa data várias experiências de educação a distância foram iniciadas e levadas a termo com relativo sucesso, pois os resultados do passado não foram suficientes para gerar um processo de aceitação governamental e social da EaD.
Em 1934, Edgard Roquette Pinto instalou a Rádio-Escola Municipal no Rio de Janeiro, onde estudantes tinham acesso prévio a folhetos e esquemas de aulas. Já em 1939, surgiu na cidade de São Paulo o Instituto Monitor. Dois anos mais tarde surge a primeira Universidade do Ar, que durou até 1944. Em 1947, surge a Nova Universidade do Ar, patrocinada pelo SENAC, SESC e emissoras associadas.
Durante a década de 1960, com o Movimento de Educação de Base (MEB) igreja Católica e Governo Federal, utilizavam um sistema rádio-educativo. Em 1970, surge o Projeto Minerva, um convênio entre Fundação Padre Landell de Moura e Fundação Padre Anchieta para produção de textos e programas. Nessa época a Fundação Roberto Marinho já tinha um programa de educação supletiva a distância, para ensino fundamental e Médio. Entre as décadas de 1970 e 1980, fundações privadas e organizações não-governamentais iniciaram a oferta de cursos supletivos a distância, no modelo de teleducação, com aulas via satélites complementadas por kits de materiais impressos, demarcando a chegada de segunda geração de EaD no país.. A maior parte das Instituições de Ensino Superior brasileiras mobilizou-se para a EaD com uso de novas tecnologias da comunicação e da informação somente na década de 1990. Em 1992, foi criada a Universidade Aberta de Brasília (Lei 403/92), podendo atingir três campos distintos: a ampliação do conhecimento cultural com a organização de cursos específicos de acesso a todos, a educação continuada, reciclagem profissional às diversas categorias de trabalhadores e àqueles que já passaram pela universidade; e o ensino superior, englobando tanto a graduação como a pós-graduação. Em 1994, teve início a expansão da Internet no ambiente universitário. Dois anos depois, surgiu a primeira legislação específica para a educação a distância no ensino superior. AS bases legais para essa modalidade foram estabelecidas pela Lei de Diretrizes e Bases na Educação Nacional nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, regulamentada pelo Decreto nº 5.622 de 20 de dezembro de 2005, que revogou os decretos nº 2.494 de 10/02/98, e nº 2.561 de 27/04/98, com normatização definida na Portaria Ministerial nº 4.361 de 2004. No decreto nº 5.622 dita que, ficam obrigatórios os momentos presenciais para avaliação, estágios, defesas de trabalhos e conclusão de curso. Classifica os níveis de modalidades educacionais em educação básica, de jovens e adultos, especial, profissional e superior; Os cursos deverão ter a mesma duração definida para os cursos na modalidade presencial; Os cursos poderão aceitar transferência e aproveitar estudos realizados em cursos a distância. Regulariza o credenciamento e instituições para oferta de cursos e programas na modalidade a distância (básica, de jovens e adultos, especial, profissional e superior).
Em maio de 2009, a ABED Associação Brasileira de Educação a Distância organizou o 7º SENAED – Seminário Nacional ABED de Educação a Distância totalmente online, envolvendo nas atividades palestrantes do Brasil, Portugal e outros países de língua portuguesa.
Além da pesquisa que realizei sobre a história da EaD no Brasil, também procurei ler mais sobre o assunto em outros livros. Sabia da existência da EaD, mas não tinha ideia do quanto ela está sendo utilizada e nem da qualidade apresentada, pois dependendo da instituição que oferece o curso, o aluno poderá ter maior aproveitamento do que em um curso totalmente presencial. Acredito que daqui a alguns anos, a EaD irá substituir totalmente os cursos da modalidade presencial, pois com essa sociedade moderna, em que cada vez mais as pessoas não encontram tempo para quase nada, e tendo como aliado o avanço da tecnologia, ficará mais fácil para as pessoas aperfeiçoar os seus conhecimentos.
Segundo José Manuel Moran “Temos que repensar seriamente os modelos aprendidos até agora. O professor continuará dando aula, de uma forma menos informativa e mais gerenciadora, utilizando as possibilidades que as tecnologias interativas proporcionam... Nesse processo, o papel do professor vem sendo redimensionado e cada vez mais ele se torna um supervisor, um animador, um incentivador dos alunos na instigante aventura do conhecimento.”
Referências:
Moran, José Manuel – Educação na Sociedade da Informação.
Educação a Distância – Fonte Wikipédia, a enciclopédia livre.
terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
ATIVIDADE VIVENCIADA
Seguindo uma sugestão do curso que se encontra na Unidade 3 do módulo 2,oferecemos aos alunos uma vivência sobre percepção das diferenças a partir da inversão de papéis. Cada aluno é convidado a participar de simulações, cujo o objetivo é se colocar no lugar do outro, sendo este outro alguém com alguma deficiência que co caso da nossa proposta foi que cada criança fosse vendada, simulando uma deficiência visual, então cada eum deveria criar um desenho com tinta guache.
Cada pote de tinta foi colocado em uma ordem que após vendarmos os olhos do aluno iamos "mostrando" através do toque a ordem de cada cor.
observe alguns desenhos




As crianças adoraram a atividade.Após realizada, cada aluno foi convidado a colocar no papel seus sentimentos e dificuldades encontradas durante a tividade, o que eles imaginavam que uma pessoa com algum tipo de deficiência possa sentir.
Leia alguns trechos dos depoimentos:
" Para quem não é cego é difícil , imagine para quem é?"
" O desenho não ficou bom do jeito que eu queria, tem adivinhar a cor que vai usar porque se a professora não estiver do lado a gente esquece a ordem".
" É diferente, nós temos que cuidar muito bem dessas pessoas, pois elas são especiais e precisam de amor, carinho e muito apoia de todos".
" Agora eu acho que não vou mais ficar reclamndo de algumas coisas que eu não gosto em mim, pois existem pessoas com problemas bem maiores".
Essa atividade foi realizada com alunos do 3º ano, idade de 8 anos.
Cada pote de tinta foi colocado em uma ordem que após vendarmos os olhos do aluno iamos "mostrando" através do toque a ordem de cada cor.
observe alguns desenhos




As crianças adoraram a atividade.Após realizada, cada aluno foi convidado a colocar no papel seus sentimentos e dificuldades encontradas durante a tividade, o que eles imaginavam que uma pessoa com algum tipo de deficiência possa sentir.
Leia alguns trechos dos depoimentos:
" Para quem não é cego é difícil , imagine para quem é?"
" O desenho não ficou bom do jeito que eu queria, tem adivinhar a cor que vai usar porque se a professora não estiver do lado a gente esquece a ordem".
" É diferente, nós temos que cuidar muito bem dessas pessoas, pois elas são especiais e precisam de amor, carinho e muito apoia de todos".
" Agora eu acho que não vou mais ficar reclamndo de algumas coisas que eu não gosto em mim, pois existem pessoas com problemas bem maiores".
Essa atividade foi realizada com alunos do 3º ano, idade de 8 anos.
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010
Educação de Jovens e Adultos - sequência didática
Ciências
Sequência Didática Ensino Fundamental I
A água no cotidiano
Bloco de Conteúdo
Ciências Naturais
Conteúdo
Educação Ambiental
Introdução
Ao lado da biodiversidade e do aquecimento global, a disponibilidade de água está se tornando uma das principais questões socioambientais do mundo atual. Relatórios da ONU indicam que quase 20% da humanidade – cerca de 1 bilhão de pessoas – não têm acesso à quantidade mínima aceitável de água potável e aos 20 a 50 litros diários necessários para beber, cozinhar e tomar banho. Em contrapartida, o consumo per capita em países ricos como Estados Unidos e Canadá é de 300 litros diários de água. Inúmeras regiões do planeta já estão marcadas pela escassez e pelo estresse hídrico – desequilíbrio entre demanda e oferta de água, causado, entre outros fatores, pela contaminação dos recursos. Esse quadro vem gerando disputas e conflitos.
Mais no site do
Planeta Sustentável
Este plano de aula inicia uma série de cinco propostas para trabalhar com a questão hídrica no ensino Fundamental. Serão abordados aqui, sob o ângulo da sustentabilidade e do consumo consciente, a origem, composição e distribuição da água e seus caminhos pela natureza, essenciais para compreender sua importância: sem ela, não seria possível a vida na Terra.
Objetivos
• Identificar a presença da água no cotidiano e reconhecer sua importância como recurso natural indispensável à vida no planeta.
• Reconhecer as diferentes etapas e processos que constituem o ciclo da água na natureza e avaliar repercussões das alterações nele promovidas pelas atividades humanas.
Conteúdos
Água: distribuição, usos e consumo e ciclo da água
Ano
1º ao 5º
Tempo estimado
Quatro aulas
Desenvolvimento das atividades
Primeira aula
De onde vem a água? Como ela chega até as nossas casas, pronta para o consumo? Como a utilizamos? Como podemos economizá-la, evitando o risco de o recurso faltar no futuro? Essas questões podem ser o ponto de partida para planos de estudo, projetos ou sequências didáticas sobre a questão da água.
Pode-se propor, de início, que os alunos elaborem, em pequenos grupos, listas com o uso da água em suas atividades diárias: para beber, tomar banho, escovar os dentes e lavar as mãos e o rosto, cozinhar, lavar objetos etc. Conversando entre si, podem descobrir também outros usos não diretamente ligados ao seu próprio cotidiano, como o agrícola e o industrial. Peça que todos mostrem os trabalhos à turma e discuta os resultados, destacando a presença e a importância da água em praticamente tudo o que fazemos. Aproveite e assinale, também, que ela é essencial ao organismo humano porque ajuda a regular a temperatura do corpo e a diluir ou transportar substâncias.
Segunda aula
As turmas podem iniciar esta aula assistindo ao vídeo Saber sobre a água, da Universidade de São Paulo. Como ele também mostra aspectos do ciclo da água na natureza e sua presença na superfície terrestre (rios, lagos e mares) e na atmosfera, pode-se aproveitar para conversar sobre isso com os estudantes. Estimule-os a falar sobre aspectos climáticos que já tenham observado, como os períodos de maior ou menor precipitação, que denotam padrões sobre a presença da água. Assinale que a Terra é o único planeta do Sistema Solar que tem a água nos três estados (sólido, líquido e gasoso). Ao final da aula, eles podem fazer representações em desenhos, textos ou colagem de figuras sobre os caminhos da água, sem a preocupação com a precisão sobre termos e processos neste momento.
Terceira e quarta aulas
Dedique as duas últimas aulas à preparação e à exposição dos resultados finais. Com base no que já foi visto, proponha aos estudantes o debate sobre formas de economizar e utilizar adequadamente a água (a reportagem “Poluição e desperdício reduzem a água disponível no Brasil” tem dados sobre usos e consumo no Brasil – ver indicação no final desse plano). Esclareça que, para chegar às residências e aos estabelecimentos comerciais e industriais, a água é captada em rios, lagos ou reservatórios, vai para uma estação de tratamento, onde passa por processos de filtragem e purificação, sendo distribuída pela rede aos domicílios e estabelecimentos, pronta para o consumo. Recomenda-se filtrar ou ferver a água antes de bebê-la.
Organizado em pequenos grupos, o pessoal pode elaborar folhetos com dicas para economizar água. Nas residências, é preciso atenção especial com o uso da água no banheiro (não tomar banhos demorados, fechar a torneira ao escovar os dentes ou fazer a barba, consertar vazamentos etc.), na cozinha (manter torneiras fechadas ao ensaboar a louça), evitar o uso de mangueiras em jardins e na lavagem de carros ¬– o gasto de água é muito maior do que com o uso de balde. O controle do consumo residencial pode ser acompanhado pela leitura da conta mensal. Os mesmos procedimentos valem para os ambientes de trabalho. Chame a atenção dos estudantes para as responsabilidades do poder público, encarregado de consertar ou instalar redes de abastecimento e coleta de água e tratamento de esgotos, fazer reparos em vazamentos ou realizar a limpeza de espaços públicos. Os alunos podem desenhar ou colar figuras e desenhos para ilustrar o folheto, que pode ser distribuído a outras turmas da escola e à comunidade.
Avaliação
Leve em conta os objetivos definidos inicialmente. Como a sequência didática é um conjunto articulado de aulas e atividades, registre a participação dos estudantes nas diferentes etapas e nos trabalhos individuais e coletivos. Examine a produção de textos, painéis, desenhos e outros trabalhos realizados por eles. Se necessário, promova debates ou atividades individuais para examinar o que os estudantes aprenderam neste percurso.
Quer saber mais?
Bibliografia
Ambiente Brasileiro: 500 Anos de Exploração dos Recursos Hídricos, Aldo Rebouças, em Patrimônio Ambiental Brasileiro, Wagner C. Ribeiro (org), Edusp, tel. (11) 3091-2911 begin_of_the_skype_highlighting (11) 3091-2911 end_of_the_skype_highlighting begin_of_the_skype_highlighting (11) 3091-2911 end_of_the_skype_highlighting .
Internet
Revista de Estudos Avançados, v. 22, n. 63, São Paulo, IEA-USP, 2008 (Dossiê Água).
Recursos Hídricos, José Galizia Tundizi, em Revista Multiciência, Unicamp.
Dicas de como economizar água.
A Agência Nacional de Águas apresenta um balanço hídrico do Brasil.
A Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental de São Paulo oferece explicações sobre o ciclo da água e a gestão dos recursos hídricos.
O Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos disponibiliza dados sobre previsão do tempo, cartas sinóticas e fenômenos climáticos.
Vídeo
Vídeo da USP Saber sobre a água.
Consultoria: Roberto Giansanti
Professor de Geografia, autor de livros didáticos para Ensino Fundamental, Ensino Médio e Educação de Jovens e Adultos e consultor educacional
Sequência Didática Ensino Fundamental I
A água no cotidiano
Bloco de Conteúdo
Ciências Naturais
Conteúdo
Educação Ambiental
Introdução
Ao lado da biodiversidade e do aquecimento global, a disponibilidade de água está se tornando uma das principais questões socioambientais do mundo atual. Relatórios da ONU indicam que quase 20% da humanidade – cerca de 1 bilhão de pessoas – não têm acesso à quantidade mínima aceitável de água potável e aos 20 a 50 litros diários necessários para beber, cozinhar e tomar banho. Em contrapartida, o consumo per capita em países ricos como Estados Unidos e Canadá é de 300 litros diários de água. Inúmeras regiões do planeta já estão marcadas pela escassez e pelo estresse hídrico – desequilíbrio entre demanda e oferta de água, causado, entre outros fatores, pela contaminação dos recursos. Esse quadro vem gerando disputas e conflitos.
Mais no site do
Planeta Sustentável
Este plano de aula inicia uma série de cinco propostas para trabalhar com a questão hídrica no ensino Fundamental. Serão abordados aqui, sob o ângulo da sustentabilidade e do consumo consciente, a origem, composição e distribuição da água e seus caminhos pela natureza, essenciais para compreender sua importância: sem ela, não seria possível a vida na Terra.
Objetivos
• Identificar a presença da água no cotidiano e reconhecer sua importância como recurso natural indispensável à vida no planeta.
• Reconhecer as diferentes etapas e processos que constituem o ciclo da água na natureza e avaliar repercussões das alterações nele promovidas pelas atividades humanas.
Conteúdos
Água: distribuição, usos e consumo e ciclo da água
Ano
1º ao 5º
Tempo estimado
Quatro aulas
Desenvolvimento das atividades
Primeira aula
De onde vem a água? Como ela chega até as nossas casas, pronta para o consumo? Como a utilizamos? Como podemos economizá-la, evitando o risco de o recurso faltar no futuro? Essas questões podem ser o ponto de partida para planos de estudo, projetos ou sequências didáticas sobre a questão da água.
Pode-se propor, de início, que os alunos elaborem, em pequenos grupos, listas com o uso da água em suas atividades diárias: para beber, tomar banho, escovar os dentes e lavar as mãos e o rosto, cozinhar, lavar objetos etc. Conversando entre si, podem descobrir também outros usos não diretamente ligados ao seu próprio cotidiano, como o agrícola e o industrial. Peça que todos mostrem os trabalhos à turma e discuta os resultados, destacando a presença e a importância da água em praticamente tudo o que fazemos. Aproveite e assinale, também, que ela é essencial ao organismo humano porque ajuda a regular a temperatura do corpo e a diluir ou transportar substâncias.
Segunda aula
As turmas podem iniciar esta aula assistindo ao vídeo Saber sobre a água, da Universidade de São Paulo. Como ele também mostra aspectos do ciclo da água na natureza e sua presença na superfície terrestre (rios, lagos e mares) e na atmosfera, pode-se aproveitar para conversar sobre isso com os estudantes. Estimule-os a falar sobre aspectos climáticos que já tenham observado, como os períodos de maior ou menor precipitação, que denotam padrões sobre a presença da água. Assinale que a Terra é o único planeta do Sistema Solar que tem a água nos três estados (sólido, líquido e gasoso). Ao final da aula, eles podem fazer representações em desenhos, textos ou colagem de figuras sobre os caminhos da água, sem a preocupação com a precisão sobre termos e processos neste momento.
Terceira e quarta aulas
Dedique as duas últimas aulas à preparação e à exposição dos resultados finais. Com base no que já foi visto, proponha aos estudantes o debate sobre formas de economizar e utilizar adequadamente a água (a reportagem “Poluição e desperdício reduzem a água disponível no Brasil” tem dados sobre usos e consumo no Brasil – ver indicação no final desse plano). Esclareça que, para chegar às residências e aos estabelecimentos comerciais e industriais, a água é captada em rios, lagos ou reservatórios, vai para uma estação de tratamento, onde passa por processos de filtragem e purificação, sendo distribuída pela rede aos domicílios e estabelecimentos, pronta para o consumo. Recomenda-se filtrar ou ferver a água antes de bebê-la.
Organizado em pequenos grupos, o pessoal pode elaborar folhetos com dicas para economizar água. Nas residências, é preciso atenção especial com o uso da água no banheiro (não tomar banhos demorados, fechar a torneira ao escovar os dentes ou fazer a barba, consertar vazamentos etc.), na cozinha (manter torneiras fechadas ao ensaboar a louça), evitar o uso de mangueiras em jardins e na lavagem de carros ¬– o gasto de água é muito maior do que com o uso de balde. O controle do consumo residencial pode ser acompanhado pela leitura da conta mensal. Os mesmos procedimentos valem para os ambientes de trabalho. Chame a atenção dos estudantes para as responsabilidades do poder público, encarregado de consertar ou instalar redes de abastecimento e coleta de água e tratamento de esgotos, fazer reparos em vazamentos ou realizar a limpeza de espaços públicos. Os alunos podem desenhar ou colar figuras e desenhos para ilustrar o folheto, que pode ser distribuído a outras turmas da escola e à comunidade.
Avaliação
Leve em conta os objetivos definidos inicialmente. Como a sequência didática é um conjunto articulado de aulas e atividades, registre a participação dos estudantes nas diferentes etapas e nos trabalhos individuais e coletivos. Examine a produção de textos, painéis, desenhos e outros trabalhos realizados por eles. Se necessário, promova debates ou atividades individuais para examinar o que os estudantes aprenderam neste percurso.
Quer saber mais?
Bibliografia
Ambiente Brasileiro: 500 Anos de Exploração dos Recursos Hídricos, Aldo Rebouças, em Patrimônio Ambiental Brasileiro, Wagner C. Ribeiro (org), Edusp, tel. (11) 3091-2911 begin_of_the_skype_highlighting (11) 3091-2911 end_of_the_skype_highlighting begin_of_the_skype_highlighting (11) 3091-2911 end_of_the_skype_highlighting .
Internet
Revista de Estudos Avançados, v. 22, n. 63, São Paulo, IEA-USP, 2008 (Dossiê Água).
Recursos Hídricos, José Galizia Tundizi, em Revista Multiciência, Unicamp.
Dicas de como economizar água.
A Agência Nacional de Águas apresenta um balanço hídrico do Brasil.
A Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental de São Paulo oferece explicações sobre o ciclo da água e a gestão dos recursos hídricos.
O Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos disponibiliza dados sobre previsão do tempo, cartas sinóticas e fenômenos climáticos.
Vídeo
Vídeo da USP Saber sobre a água.
Consultoria: Roberto Giansanti
Professor de Geografia, autor de livros didáticos para Ensino Fundamental, Ensino Médio e Educação de Jovens e Adultos e consultor educacional
Educacão quilombola - notícias atuais
Quilombo Ivaporunduva no municipio de Eldorado-SP
Ivaporunduva
O Quilombo de Ivaporunduva esta localizado no Município de Eldorado São Paulo no Vale do Ribeira , na SP 165, Eldorado/Iporanga, às margens do Rio Ribeira de Iguape. Composta por 80 famílias, a Comunidade de Ivaporunduva tem uma população de 308 pessoas, sendo 80 crianças, 195 adultos e 33 idosos.
A sobrevivência dessas famílias é conseguida com o cultivo tradicional de roça: arroz, mandioca, milho, feijão, verduras e legumes para uso próprio. Para o consumo e geração de renda produzem banana orgânica e artesanato, recebem grupos escolares para turismo, além de algumas pessoas que são funcionárias da prefeitura e aposentadas.
Até a 4a. série do ensino fundamental, as crianças estudam na escola municipal da comunidade. Para as séries seguintes se deslocam em torno de 6 km, com transporte fornecido pela prefeitura, até a Escola Estadual Maria Antonia Chules Princesa, que iniciou recentemente um trabalho de educação diferenciada, na Comunidade André Lopes. Para cursar o ensino médio, freqüentam escolas no bairro de Itapeúna (a 30 km) ou na cidade de Eldorado (45 km). O ensino superior só é acessível em Registro ou São Paulo.
A comunidade possui também um posto de saúde, onde semanalmente um médico e uma enfermeira dão consultas. Para exames ou tratamento, é preciso recorrer ao hospital na cidade. O Telecentro Comunitário, com acesso à internet e oito computadores, trouxe a inclusão digital para crianças, jovens e adultos, facilitando a gestão da associação, pesquisas escolares, serviços diversos e comunicação em geral.
Histórico
Alguns registros citam a origem de Ivaporunduva ainda no século XVI. Um deles fala de uma antiga proprietária de terras e de escravos, dona Maria Joana, que teria adoecido e morrido enquanto se tratava no exterior. Sendo viúva e não tendo parentes, as terras ficaram para os escravos. Esse fato teria estimulado também a vinda de escravos fugidos, que resistiram à captura dos capitães do mato por volta de 1690, formando o Quilombo de Ivaporunduva.
Segundo o livro de tombo da paróquia de Xiririca, antigo nome da cidade de Eldorado, de 1813, Ivaporunduva é a mais antiga das comunidades do vale do Ribeira. Surge como povoado no século XVII, mesmo antes de Xiririca, por causa da mineração de ouro, encontrado em grande quantidade nessa área por dois irmãos mineradores, Domingos Rodrigues Cunha e Antonio Rodrigues Cunha com um grupo de 10 escravos.
Com a crise da exploração do ouro na região, os exploradores se dirigiram para Minas Gerais e abandonaram essa área. Os antigos escravos, que permaneceram, viviam basicamente da roça de arroz, feijão, milho, mandioca, batata doce, cana, café, abóbora, banana, nhame, cará, taiá (também conhecida como taioba, semelhante ao nhame), entre outros. Construíam suas casas com a técnica do pau-a-pique, utilizando o barro, madeira, cipós e capim do próprio local. Para caçar utilizavam o laço, mondéu (espécie de armadilha armada na trilha do animal), bodoque, arapuca e despique (armadilhas para captura de pássaros feitas de madeira ou bambu). O vestuário era bastante simples, composto principalmente de uma espécie de camisolão, utilizado no dia a dia. Roupas mais elaboradas, só eram utilizadas para ir à cidade e para as missas. Trocavam parte de sua produção por tecidos, querosene, sal e outros produtos utilizados no dia a dia, através de um intermediário, que era também fazendeiro de café.
Os primeiros troncos de família foram os de Francisco Marinho e Salvador Pupo. Organizavam-se em mutirões para a roça, construção de casas, fazer e manter os caminhos. Faziam festas como a do Divino, Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos, juninas, São Sebastião.
A luta pela terra e contra as barragens planejadas para o Rio Ribeira fizeram com que a comunidade aumentasse e formalizasse a sua organização. Em 1994 foi fundada a Associação Quilombo de Ivaporunduva.
Reginaldo, em Barra do Turvo, é o mais novo remanescente quilombola reconhecido
Governador José Serra reconhece o 25º. quilombo de SP – Assentados e quilombolas puderam vender seus produtos no Parque da Água Branca (SP) durante o feriado; na ocasião também foram entregues 14 novos veículos para a Fundação Itesp, permitindo renovação e reforço da frota nos escritórios em Presidente Prudente, Pariquera-Açu, Sorocaba, Araquara, Araras, Andradina e Taubaté
Durante as comemorações do Dia da Consciência Negra, o governador José Serra reconheceu uma nova comunidade do Estado como remanescente de quilombo. O anúncio foi feito durante a Feira Quilombos em São Paulo, realizada pela Fundação Instituto de Terras do Estado de São Paulo (Itesp).
Reginaldo, na cidade de Barra do Turvo, no Vale do Ribeira, é o 25º. quilombo a ser reconhecido oficialmente no Estado de São Paulo. A entrega do relatório técnico-científico – que comprova o reconhecimento – foi feita pelo governador durante sua visita, na última sexta, dia da Consciência Negra, à Feira Quilombos em São Paulo, realizada no Parque da Água da Branca. O relatório foi entregue à quilombola Marizaura Pontes, professora em Reginaldo, que, mesmo grávida de oito meses, fez questão de encarar a viagem de seis horas de duração do Vale do Ribeira a São Paulo e, como líder da comunidade, receber o reconhecimento. “Esse é um dia histórico para nós”, disse Marizaura. A comunidade de Reginaldo tem cerca de 1600 hectares e 94 famílias. “Este feriado é um agradecimento a toda uma contribuição que a comunidade negra tem em nosso desenvolvimento”, afirmou o
governador.
O evento, realizado simultaneamente com a Feira dos Assentamentos Paulistas, ocorreu sexta e sábado na capital. Na ocasião também foram entregues 14 novos veículos para a Fundação Itesp, permitindo a renovação e reforço da frota nos escritórios em Presidente Prudente, Pariquera-Açu, Sorocaba, Araraquara, Araras, Andradina e Taubaté. “Isso tem um caráter histórico e ao mesmo tempo de suporte social. Há uma boa parte da comunidade negra que reivindica se transformar em comunidade quilombola e o governo hoje reconheceu mais uma. Além disso, nós entregamos veículos para ajudar no desenvolvimento dessas comunidades. O governo investe tanto na formação quanto no desenvolvimento produtivo delas, como no artesanato e na agricultura, para que possam ter renda e um futuro de oportunidades”, disse o governador.
A Fundação Itesp é a responsável, no Estado de São Paulo, pelo reconhecimento dos quilombos e de seus territórios, por meio da elaboração do relatório e demais estudos e levantamentos. Também fornece assistência técnica, apoio ao desenvolvimento e realiza investimentos em benefício das comunidades.
camiloaparecido.blog.terra.com.br/.../quilombos-do-vale-do-ribeira/
Notícias
Fome afeta 90% das comunidades quilombolas
Descendentes de escravos refugiados, assim como seus ancestrais, fazem parte da
camada mais baixa da escala social, aponta pesquisa
da PrimaPagina
As 144 comunidades quilombolas do Brasil — formadas por descendentes de
escravos refugiados — vivem, assim como seus ancestrais, na camada mais baixa
da escala social brasileira. Um levantamento do governo federal indica que em 126
(86,11%) comunidades quilombolas predominam famílias que tinham, em 2003, uma
renda de no máximo dois salários mínimos por mês. Na população brasileira, a
proporção é menor: 32,71% dos domicílios vivem nessa faixa de renda, de acordo
com a PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) de 2003.
O rendimento dos descendentes de escravos vem sobretudo de transferências de
recursos públicos, como aposentadoria (fonte de renda familiar em 126 comunidades
quilombolas, ou 87,50% do total) e programas sociais (48, ou 33,33%). No Brasil,
apenas em 73 cidades há mais de 30% da população dependente de transferências
de verbas governamentais. A produção agrícola é um dos meios de sustento em 87
comunidades quilombolas (60,4%).
O levantamento do governo federal foi feito a partir de um questionário elaborado
pelos Ministério do Desenvolvimento Social, da Agricultura, da Saúde, da Educação
e do Desenvolvimento Agrário, e também pela Secretaria Especial para Política de
Promoção da Igualdade Racial e pela Fundação Cultural Palmares, ligada ao
Ministério da Cultura. O resultado deu origem ao Sicab (Sistema de Informações das
Comunidades Afro-Brasileiras), no qual foram investidos R$ 69 mil. Algumas
informações, porém, estão incompletas, já que nem todas as comunidades dispõem
dos dados requisitados no questionário — das 144 localidades, 20 não sabem, por
exemplo, quantas famílias abrigam.
http://www.pnud.org.br - documento gerado : 01/02/2010 - 20:52:44
PNUD
O Sicab aponta que, apesar de a agricultura ser a atividade principal de boa parte
das comunidades, 129 locais abrigam pessoas que passam fome — em 27, a fome
atinge todas as pessoas da comunidade e em 55, a grande maioria. O problema é
atribuído à insuficiência da produção local para garantir a alimentação da população.
Em 188 comunidades (81,94%), o grupo mais atingido são as crianças.
O sistema também reúne dados sobre educação, criação de animais e pesca,
cultura, direitos do cidadão, fontes de alimentos, população, meio ambiente,
programas sociais, saúde e caracterização da terra.
No Brasil, o PNUD apóia dois projetos de apoio a quilombolas: Fortalecimento da
rede das comunidades quilombolas e Projeto de Melhoria da Identificação e
Regularização de Terras das Comunidades Quilombolas Brasileiras.
Texto originalmente extraído do site www.pnud.org.br
Ivaporunduva
O Quilombo de Ivaporunduva esta localizado no Município de Eldorado São Paulo no Vale do Ribeira , na SP 165, Eldorado/Iporanga, às margens do Rio Ribeira de Iguape. Composta por 80 famílias, a Comunidade de Ivaporunduva tem uma população de 308 pessoas, sendo 80 crianças, 195 adultos e 33 idosos.
A sobrevivência dessas famílias é conseguida com o cultivo tradicional de roça: arroz, mandioca, milho, feijão, verduras e legumes para uso próprio. Para o consumo e geração de renda produzem banana orgânica e artesanato, recebem grupos escolares para turismo, além de algumas pessoas que são funcionárias da prefeitura e aposentadas.
Até a 4a. série do ensino fundamental, as crianças estudam na escola municipal da comunidade. Para as séries seguintes se deslocam em torno de 6 km, com transporte fornecido pela prefeitura, até a Escola Estadual Maria Antonia Chules Princesa, que iniciou recentemente um trabalho de educação diferenciada, na Comunidade André Lopes. Para cursar o ensino médio, freqüentam escolas no bairro de Itapeúna (a 30 km) ou na cidade de Eldorado (45 km). O ensino superior só é acessível em Registro ou São Paulo.
A comunidade possui também um posto de saúde, onde semanalmente um médico e uma enfermeira dão consultas. Para exames ou tratamento, é preciso recorrer ao hospital na cidade. O Telecentro Comunitário, com acesso à internet e oito computadores, trouxe a inclusão digital para crianças, jovens e adultos, facilitando a gestão da associação, pesquisas escolares, serviços diversos e comunicação em geral.
Histórico
Alguns registros citam a origem de Ivaporunduva ainda no século XVI. Um deles fala de uma antiga proprietária de terras e de escravos, dona Maria Joana, que teria adoecido e morrido enquanto se tratava no exterior. Sendo viúva e não tendo parentes, as terras ficaram para os escravos. Esse fato teria estimulado também a vinda de escravos fugidos, que resistiram à captura dos capitães do mato por volta de 1690, formando o Quilombo de Ivaporunduva.
Segundo o livro de tombo da paróquia de Xiririca, antigo nome da cidade de Eldorado, de 1813, Ivaporunduva é a mais antiga das comunidades do vale do Ribeira. Surge como povoado no século XVII, mesmo antes de Xiririca, por causa da mineração de ouro, encontrado em grande quantidade nessa área por dois irmãos mineradores, Domingos Rodrigues Cunha e Antonio Rodrigues Cunha com um grupo de 10 escravos.
Com a crise da exploração do ouro na região, os exploradores se dirigiram para Minas Gerais e abandonaram essa área. Os antigos escravos, que permaneceram, viviam basicamente da roça de arroz, feijão, milho, mandioca, batata doce, cana, café, abóbora, banana, nhame, cará, taiá (também conhecida como taioba, semelhante ao nhame), entre outros. Construíam suas casas com a técnica do pau-a-pique, utilizando o barro, madeira, cipós e capim do próprio local. Para caçar utilizavam o laço, mondéu (espécie de armadilha armada na trilha do animal), bodoque, arapuca e despique (armadilhas para captura de pássaros feitas de madeira ou bambu). O vestuário era bastante simples, composto principalmente de uma espécie de camisolão, utilizado no dia a dia. Roupas mais elaboradas, só eram utilizadas para ir à cidade e para as missas. Trocavam parte de sua produção por tecidos, querosene, sal e outros produtos utilizados no dia a dia, através de um intermediário, que era também fazendeiro de café.
Os primeiros troncos de família foram os de Francisco Marinho e Salvador Pupo. Organizavam-se em mutirões para a roça, construção de casas, fazer e manter os caminhos. Faziam festas como a do Divino, Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos, juninas, São Sebastião.
A luta pela terra e contra as barragens planejadas para o Rio Ribeira fizeram com que a comunidade aumentasse e formalizasse a sua organização. Em 1994 foi fundada a Associação Quilombo de Ivaporunduva.
Reginaldo, em Barra do Turvo, é o mais novo remanescente quilombola reconhecido
Governador José Serra reconhece o 25º. quilombo de SP – Assentados e quilombolas puderam vender seus produtos no Parque da Água Branca (SP) durante o feriado; na ocasião também foram entregues 14 novos veículos para a Fundação Itesp, permitindo renovação e reforço da frota nos escritórios em Presidente Prudente, Pariquera-Açu, Sorocaba, Araquara, Araras, Andradina e Taubaté
Durante as comemorações do Dia da Consciência Negra, o governador José Serra reconheceu uma nova comunidade do Estado como remanescente de quilombo. O anúncio foi feito durante a Feira Quilombos em São Paulo, realizada pela Fundação Instituto de Terras do Estado de São Paulo (Itesp).
Reginaldo, na cidade de Barra do Turvo, no Vale do Ribeira, é o 25º. quilombo a ser reconhecido oficialmente no Estado de São Paulo. A entrega do relatório técnico-científico – que comprova o reconhecimento – foi feita pelo governador durante sua visita, na última sexta, dia da Consciência Negra, à Feira Quilombos em São Paulo, realizada no Parque da Água da Branca. O relatório foi entregue à quilombola Marizaura Pontes, professora em Reginaldo, que, mesmo grávida de oito meses, fez questão de encarar a viagem de seis horas de duração do Vale do Ribeira a São Paulo e, como líder da comunidade, receber o reconhecimento. “Esse é um dia histórico para nós”, disse Marizaura. A comunidade de Reginaldo tem cerca de 1600 hectares e 94 famílias. “Este feriado é um agradecimento a toda uma contribuição que a comunidade negra tem em nosso desenvolvimento”, afirmou o
governador.
O evento, realizado simultaneamente com a Feira dos Assentamentos Paulistas, ocorreu sexta e sábado na capital. Na ocasião também foram entregues 14 novos veículos para a Fundação Itesp, permitindo a renovação e reforço da frota nos escritórios em Presidente Prudente, Pariquera-Açu, Sorocaba, Araraquara, Araras, Andradina e Taubaté. “Isso tem um caráter histórico e ao mesmo tempo de suporte social. Há uma boa parte da comunidade negra que reivindica se transformar em comunidade quilombola e o governo hoje reconheceu mais uma. Além disso, nós entregamos veículos para ajudar no desenvolvimento dessas comunidades. O governo investe tanto na formação quanto no desenvolvimento produtivo delas, como no artesanato e na agricultura, para que possam ter renda e um futuro de oportunidades”, disse o governador.
A Fundação Itesp é a responsável, no Estado de São Paulo, pelo reconhecimento dos quilombos e de seus territórios, por meio da elaboração do relatório e demais estudos e levantamentos. Também fornece assistência técnica, apoio ao desenvolvimento e realiza investimentos em benefício das comunidades.
camiloaparecido.blog.terra.com.br/.../quilombos-do-vale-do-ribeira/
Notícias
Fome afeta 90% das comunidades quilombolas
Descendentes de escravos refugiados, assim como seus ancestrais, fazem parte da
camada mais baixa da escala social, aponta pesquisa
da PrimaPagina
As 144 comunidades quilombolas do Brasil — formadas por descendentes de
escravos refugiados — vivem, assim como seus ancestrais, na camada mais baixa
da escala social brasileira. Um levantamento do governo federal indica que em 126
(86,11%) comunidades quilombolas predominam famílias que tinham, em 2003, uma
renda de no máximo dois salários mínimos por mês. Na população brasileira, a
proporção é menor: 32,71% dos domicílios vivem nessa faixa de renda, de acordo
com a PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) de 2003.
O rendimento dos descendentes de escravos vem sobretudo de transferências de
recursos públicos, como aposentadoria (fonte de renda familiar em 126 comunidades
quilombolas, ou 87,50% do total) e programas sociais (48, ou 33,33%). No Brasil,
apenas em 73 cidades há mais de 30% da população dependente de transferências
de verbas governamentais. A produção agrícola é um dos meios de sustento em 87
comunidades quilombolas (60,4%).
O levantamento do governo federal foi feito a partir de um questionário elaborado
pelos Ministério do Desenvolvimento Social, da Agricultura, da Saúde, da Educação
e do Desenvolvimento Agrário, e também pela Secretaria Especial para Política de
Promoção da Igualdade Racial e pela Fundação Cultural Palmares, ligada ao
Ministério da Cultura. O resultado deu origem ao Sicab (Sistema de Informações das
Comunidades Afro-Brasileiras), no qual foram investidos R$ 69 mil. Algumas
informações, porém, estão incompletas, já que nem todas as comunidades dispõem
dos dados requisitados no questionário — das 144 localidades, 20 não sabem, por
exemplo, quantas famílias abrigam.
http://www.pnud.org.br - documento gerado : 01/02/2010 - 20:52:44
PNUD
O Sicab aponta que, apesar de a agricultura ser a atividade principal de boa parte
das comunidades, 129 locais abrigam pessoas que passam fome — em 27, a fome
atinge todas as pessoas da comunidade e em 55, a grande maioria. O problema é
atribuído à insuficiência da produção local para garantir a alimentação da população.
Em 188 comunidades (81,94%), o grupo mais atingido são as crianças.
O sistema também reúne dados sobre educação, criação de animais e pesca,
cultura, direitos do cidadão, fontes de alimentos, população, meio ambiente,
programas sociais, saúde e caracterização da terra.
No Brasil, o PNUD apóia dois projetos de apoio a quilombolas: Fortalecimento da
rede das comunidades quilombolas e Projeto de Melhoria da Identificação e
Regularização de Terras das Comunidades Quilombolas Brasileiras.
Texto originalmente extraído do site www.pnud.org.br
quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010
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