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Olá, somos professoras de uma escola pública municipal, EM Dr. João Jorge Sabino. Somos jovens entre 30 e 40 anos e gostamos de desafios. Lecionamos nas séries iniciais do ensino fundamental. Casadas, temos filhos e dividimos nossa vida entre a família e a escola.

sexta-feira, 19 de março de 2010

Depoimento sobre a inclusão de uma criança em idade escolar que deu certo.


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Experiências espalhadas pelo Brasil têm demonstrado que é possível alfabetizar crianças com os mais variados tipos de deficiência em classes regulares, junto com outros alunos. O Rádio pela Infância vai contar a história de uma menina que, com a ajuda de professores, dos colegas e da comunidade, têm superado as barreiras do preconceito e da exclusão

Vanessa tem 17 anos e faz a 7ª série no Escola Marciel Pinheiro, em Recife. Desde os 2 anos de idade, a mãe, Dona Belmira, identificou sinais de deficiência na filha, pois ela demorou a falar. Aos 5 anos, com ajuda dos profissionais do projeto Tempo de Crescer foi possível diagnosticar que Vanessa tinha psicose infantil. Apesar disso, a família não teve dúvidas e matriculou a menina em uma escola pública regular, desde a 1ª série.

A deficiência - Crianças com psicose infantil costumam apresentar muita dificuldade de se socializar e de desenvolver a linguagem. Nesse caso, o ambiente escolar foi fundamental para que Vanessa superasse essas limitações. "Enquanto a criança está só no tratamento, a vida dela se resume à doença. Quando ela vai para a escola, passa a interagir e vivenciar novas experiências com outras crianças. É preciso ter consciência do quanto este espaço é importante", explica a coordenadora do projeto Tempo de Crescer, Ana Maria Vasconcelos.

A escola inclusiva - Vanessa sempre estudou junto com os outros alunos de sua idade. Ao contrário do que se imagina, as crianças não rejeitaram o convívio com ela. "Com elas é mais fácil. Entre os professores é que há mais resistência. Muitos argumentam que não se sentem preparados", afirma a diretora da Escola Marciel Pinheiro, Jaidete Pinheiro. Para contornar essa situação, os educadores receberam apoio pedagógico e participaram de cursos, oferecidos pela Secretaria Municipal de Educação de Recife.

O avanço - Durante o tempo em que permaneceu no projeto Tempo de Crescer, Vanessa apresentou grandes avanços. Além do atendimento clínico e psicológico à menina, os profissionais do projeto também desenvolviam um trabalho com a escola, acompanhando o processo de aprendizagem. "A nossa luta é para garantir que a criança tenha direito à escola. Para isso, é preciso avaliar caso a caso, pois não adianta a criança ficar em uma escola regular se ela não for atendida de forma a resolver a sua particularidade", alerta Ana Vasconcelos.

A família e a sociedade - Aos 12 anos, Vanessa saiu do Tempo de Crescer e passou a ser atendida pelo Projeto VIRaSER - Espaço Educativo Terapêutico. Atualmente, ela recebe atendimento clínico uma vez por semana. No início, a estudante participava do grupo de adolescentes com autismo e psicose. Mas seu progresso foi tão surpreendente que hoje ela freqüenta apenas um grupo de adolescentes sem deficiência, no qual são discutidas temáticas mais amplas como sexualidade, violência, drogas e outras questões da atualidade.

A família também foi muito importante para que Vanessa desenvolvesse suas potencialidades. Dona Belmira sempre esteve muito presente, acompanhando de perto toda sua trajetória escolar e participando de reuniões e capacitações.

Vanessa tem amigos, gosta de música e sonha em ser radialista. Aliás, Vanessa adora rádio. Acompanha com assiduidade vários programas e até já conheceu pessoalmente dois radialistas famosos da região.
http://www.andi.org.br/noticias/templates/boletins/template_radiopi.asp?articleid=3507&zoneid=25

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